A Comunidade Autônoma de La Rioja não se concentra apenas no vinho. A diversidade industrial da região é evidente, com setores líderes até mesmo em escala global, como é o caso do vinho, mas outros também se destacam pelos seus altos níveis de produção e vendas.
Ao contrário da crença popular, o setor vitivinícola não é o único responsável por um volume significativo de vendas em La Rioja. Outras indústrias também merecem reconhecimento pela sua importância na região, nomeadamente a agricultura, com os seus esplêndidos pomares; as indústrias de calçado e têxtil, concentradas nas cidades de Logroño, Arnedo, Cervera del Río Alhama e Ezcaray; o fabrico de mobiliário em Logroño e Nájera; e os setores da borracha, dos plásticos, da química, das máquinas e dos equipamentos de transporte.
Discutir todos eles com a profundidade e o rigor que merecem exigiria muitas páginas, por isso nos concentraremos em dois dos principais setores: calçados e vinhos.
No que diz respeito ao primeiro desses setores, Arnedo é a cidade com a maior concentração de fábricas de calçados. Localizada na região do vale do rio Cidacos, um afluente da margem direita do Ebro, Arnedo situa-se nesse vale. A atividade industrial, especialmente a fabricação de calçados, é o verdadeiro motor econômico de Arnedo. Esse desenvolvimento industrial fez com que a cidade se tornasse a terceira mais populosa de La Rioja e a primeira em termos de população ativa em relação ao total de habitantes. Com base em uma forte tradição de fabricação de alpargatas, que facilitou o estabelecimento das primeiras fábricas de calçados, Arnedo desenvolveu uma indústria de primeira linha para impulsionar a economia desse setor e da região como um todo. Hoje, Arnedo possui 47 empresas de calçados, representando 58% da atividade econômica da cidade e empregando 2.272 pessoas, ou 75,8% da força de trabalho total.
Embora tenhamos dito que o vinho não é tudo, ele é uma parte muito importante da economia de La Rioja. O setor vitivinícola passou por um período delicado nos últimos dois anos, mas a perspectiva mudou substancialmente em 2001. Assim, pode-se afirmar que, após a satisfação com uma safra de 2001 de qualidade excepcional, o setor vitivinícola de Rioja encarou 2002 com otimismo, como demonstra o relatório estatístico da Denominação de Origem elaborado pelo Conselho Regulador. Rioja possui atualmente 60.171 hectares de vinhedos, 113.894 parcelas e 19.707 viticultores, e mantém uma tendência de alta nas vendas, com um aumento de 37,8% em relação ao ano anterior.




