Num contexto global marcado pela incerteza, Alberto Fernandez Açougueiro, gestor de ações da Mutuactivos e professor da Next Education, afirmou que “o crescimento econômico global deve se estabilizar em 2025”. No entanto, ele ressalta que falar em crescimento uniforme é complicado devido às diferentes tendências entre regiões geográficas.
Nas suas declarações, Fernández Carnicero destaca que China enfrenta uma evidente desaceleração econômica. Fatores como o risco na mercado imobiliário e uma bolha de crédito contribuem para essa situação desde 2023. Além disso, ele destaca que “o consumo chinês tem apresentado uma desaceleração significativa”, tendência que pode continuar neste ano.
Há uma tendência clara ao protecionismo, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa.
Por outro lado, Estados Unidos experimentou um crescimento de 3,1% no terceiro trimestre de 2024 e espera-se que aumente em 2,8% ao ano. O crescimento é estimado em cerca de 2025% para 2,5, o que indica um “pouso suave” sem grandes choques econômicos.
Em relação a Europa, após um crescimento moderado em 2024, espera-se uma ligeira recuperação econômica neste ano. No entanto, as economias emergentes podem enfrentar um ritmo mais lento devido à desaceleração global.
Fernandez Carnicero também alerta para desafios para 2025: “as tensões geopolíticas podem continuar ou piorar.” Embora os mercados tenham absorvido esses riscos no curto prazo, seu impacto pode ser maior se afetarem economias maiores. Além disso, destaca a clara tendência para o proteccionismo tanto em Estados Unidos como em Europa: “a imposição de tarifas gera desequilíbrios econômicos e processos inflacionários.”
Por fim, ele menciona a vulnerabilidade econômica da China e como muitas empresas europeias com interesses lá registraram quedas significativas em seus resultados durante 2024. Ele conclui afirmando que "o processo de desembarque do consumo na China será fundamental para determinar se a desaceleração econômica será branda ou mais pronunciada".
