Produtores de tomate da Itália, França e Espanha levantam suas vozes na Sicília: medidas são urgentemente necessárias diante da crescente concorrência estrangeira

 

O encontro, que teve lugar na sede da Consórcio para a Proteção do Pomodoro di Pachino IGP, serviu como plataforma para discutir a evolução da campanha atual, as perspectivas para o verão e a necessidade de harmonizar as regulamentações fitossanitárias e de rotulagem.

 

O encontro, que reuniu delegações dos três países, destacou as dificuldades enfrentadas pelo setor, com ligeiras quedas no volume de produção em Itália e Espanha, e estabilidade em Brasil"A campanha tem sido desafiadora, com preços flutuantes e pressão crescente sobre os custos de produção", disse um representante da FEPEX, a Federação Espanhola de Associações de Produtores e Exportadores de Frutas, Legumes, Flores e Plantas Vivas.

 

Um dos pontos-chave do encontro foi a análise da concorrência estrangeira, com Marrocos e Turquia como principais intervenientes. "A entrada maciça de tomates de países terceiros, especialmente de Marrocos, está a pôr em risco a viabilidade da nossa produção", alertou um membro da delegação italiana. Os dados apresentados revelaram que, em 2024, Marrocos exportou para o União Europeia 579.792 toneladas, enquanto a Türkiye atingiu 194.213 toneladas.

 

Os dois acórdãos do Tribunal de Justiça da União Europeia relativos ao Saara Ocidental foram alvo de debate, gerando opiniões diversas entre os presentes. A necessidade de maior clareza na rotulagem da origem dos produtos foi reconhecida por unanimidade.

 

No campo fitossanitário, os produtores exigiram reciprocidade nas condições aplicadas ao importações de países terceiros“Não podemos competir em igualdade de condições se as mesmas normas fitossanitárias não forem aplicadas aos produtos que entram na UE”, afirmou um representante da organização agrícola Asaja. Ficou acordado o envio de uma carta à Comissão Europeia solicitando a harmonização do registo de produtos fitofarmacêuticos por zona climática.

 

El marcado O tema também teve destaque na agenda. Os produtores defenderam uma modificação das regulamentações da UE para permitir tamanhos de fonte maiores para a indicação do país de origem e a inclusão de um logotipo que reforce a preferência da UE. "Os consumidores têm o direito de saber a origem dos tomates que compram", enfatizou um membro da delegação francesa.

 

"O aumento do salário mínimo nacional em nosso país nos últimos quatro anos influenciou significativamente os custos de produção", afirmaram as autoridades. Coexpal.

 

A reunião do grupo de contato continuou com visitas técnicas às estufas, onde os participantes puderam conhecer em primeira mão as últimas inovações do setor. Este encontro serviu para estreitar os laços entre produtores dos três países e reforçar seu compromisso com a defesa da produção europeia de tomate.

 

 

 

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