PORTUGAL: Quanto tempo durará a desconfiança entre Espanha e Portugal?

Em 22 de setembro, o Diário Econômico, em seu editorial, referiu-se à relação secular de desconfiança entre Espanha e Portugal. Explica que os empresários portugueses são os que mais lamentam a barreira invisível que os impede de aceder ao mercado espanhol. Como exemplo, cita a questão do Hidrocantábrico, que, após muitas dificuldades, foi resolvida de acordo com as exigências da EDP. Menciona ainda que, na última reunião do Conselho de Ministros espanhol, o Banco Central deu luz verde à aquisição, pela Caixa Générale de Depósitos, de uma participação maioritária no Banco Atlântico, o que permitirá à instituição portuguesa triplicar a sua quota de mercado em Espanha.
No entanto, a situação não foi satisfatória para a SONAE, empresa portuguesa que foi impedida de adquirir 10% da ENCE numa IPO (Oferta Pública Inicial).

A presença de empresas portuguesas em Espanha é o resultado de negociações políticas e diplomáticas delicadas (e aqui são evidentes os esforços do Primeiro-Ministro e do Ministro da Economia, Carlos Tavares), embora possa ter algumas desvantagens.

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