O ministro salientou que as políticas atuais "não atendem às necessidades" dos agricultores, pecuaristas e pescadores espanhóis e garantiu que a Espanha trabalhará ativamente para melhorá-las.
O chefe do departamento criticou a proposta da Comissão Europeia por três razões principais: a falta de uma visão política clara, que transforma políticas comuns em meros "programas de gastos"; fundos insuficientes para enfrentar os desafios climáticos e de competitividade; e "governança incerta" que levanta dúvidas sobre a distribuição de poderes entre os UE, o Estado espanhol e as comunidades autônomas.
Planas foi claro ao defender que a Política Agrícola Comum (PAC) e a Política Comum das Pescas (PCP) devem continuar a ser políticas europeias, sem cofinanciamentos que possam gerar desigualdade no mercado interno.
Defesa das quotas de pesca e dos acordos comerciais
No debate sobre pesca, Planas expressou sua preocupação com a estabilidade da pesca espanhola, especialmente para espécies como o sargo e o bacalhau. Ele alertou para o risco de "estrangulamento" da frota espanhola e exigiu que os níveis de captura do ano anterior fossem mantidos. NoruegaO ministro descreveu as atribuições unilaterais de quotas de cavala e bacalhau-azul pela Noruega, Reino Unido e Ilhas Faroé como "inaceitáveis" e sublinhou a importância de procurar alianças para "contrabalançar" esta situação.
Em matéria de Comércio exteriorLuis Planas foi pragmático ao abordar os acordos internacionais. Em relação ao acordo UE-Estados Unidos, embora tenha manifestado a sua discordância, defendeu-a como uma medida para evitar a incerteza tarifáriaespecialmente para produtos essenciais como o azeite e o vinho. Ele instou a Comissão a continuar trabalhando para um acordo de tarifas zero.
O ministro destacou ainda o acordo com Mercosul Planas elogiou o acordo como uma grande oportunidade para a Espanha e a Europa, rejeitando as críticas ao afirmar que as salvaguardas incluídas são "as mais fortes de qualquer acordo comercial da UE". Em relação às tarifas chinesas sobre a carne suína espanhola, Planas insistiu que são infundadas e que os esforços para eliminá-las continuarão.



