A empresa de energia Petronor e seu parceiro britânico O.C.O Technology abriram em Bizkaia o primeiro andar do Unión Europea dedicada à fabricação de materiais de construção com CO2 Capturado. Este projeto pioneiro de economia circular, que envolveu um investimento de 20 milhões de euros, utiliza dióxido de carbono da refinaria e valoriza resíduos industriais para criar agregados com pegada de carbono negativa.
A iniciativa, que está se materializando em uma nova planta industrial identificada como 'Biscay Eco Aggregates', representa um passo estratégico rumo à descarbonização dos setores industrial e da construção civil. O projeto é resultado de uma joint venture na que Petronor detém 75% das ações e O.C.O Technology Os 25% restantes serão utilizados e criarão 20 novos empregos diretos. A inauguração contou com a presença de importantes representantes de empresas e instituições locais.
Um modelo de negócio circular e sustentável
O cerne deste projeto é o economia circularA usina não apenas reduz as emissões de CO2 Além de capturar os resíduos, oferece uma solução de gestão ambiental, agregando valor ao material e evitando seu descarte em aterros sanitários. Essa abordagem abrangente transforma um passivo ambiental em um recurso valioso para a indústria da construção.
O processo tecnológico utilizado, denominado mineralização por carbonatação acelerada, consiste em um ciclo fechado:
- Captura de CO2O dióxido de carbono capturado diretamente da refinaria é utilizado. Petronor e de outras fontes industriais próximas.
- Recepção de resíduosA usina processa diversos tipos de resíduos que, após serem tratados, servem como principal matéria-prima.
- Processo de carbonatação: O CO2 Ele reage com os resíduos em um processo controlado, sendo mineralizado de forma permanente e segura no produto final.
- Produto finalO resultado é ecoagregadosAgregados sintéticos com pegada de carbono negativa, prontos para uso na produção de concreto, blocos e outros materiais de construção.
Capacidades e benefícios do projetoBiscay Eco Aggregates'
Os dados do projeto demonstram sua escala e impacto no ecossistema industrial e ambiental. A capacidade de produção e os benefícios diretos foram quantificados com precisão, fornecendo um roteiro claro para sua contribuição aos objetivos de sustentabilidade.
| Métrica-chave | Capacidade anual |
|---|---|
| Fixação de CO2 | Até 6.000 toneladas |
| Recuperação de resíduos | Até 50.000 toneladas |
| Produção de ecoagregados | Até 125.000 toneladas |
| Taxa de captura por produto | 54kg de CO2 por tonelada de agregado ecológico |
| Benefício adicional | Geração de créditos de carbono |
Este modelo não só contribui para a mitigação das alterações climáticas, como também reduz a pressão sobre os recursos naturais, diminuindo a necessidade de extração de agregados em pedreiras tradicionais.
Pontos-chave e perguntas frequentes sobre a valorização do CO2 na construção civil.
Que impacto terá esta fábrica no setor industrial espanhol?
Esta instalação posiciona España na vanguarda da tecnologia Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono (CCUS) Aplicada à economia circular, oferece às empresas do setor da construção o acesso a materiais sustentáveis, conferindo-lhes uma vantagem competitiva no mercado. Já para a indústria pesada, abre caminho para a descarbonização e a gestão eficiente de resíduos, em consonância com as normas ESG.
Que oportunidades de negócio podem surgir para os exportadores espanhóis?
A principal oportunidade reside na exportação do próprio modelo de negócio e do know-how tecnológico. Além disso, os ecoagregados produzidos podem se tornar um produto de exportação de alto valor para projetos de construção sustentável em mercados europeus exigentes em relação à pegada de carbono. Certificação de captura de carbono CO2 Também permite o acesso a mercados de créditos de carbono, abrindo uma nova linha de negócios internacional.
Essa tecnologia pode ser aplicada em outras regiões da Espanha?
Sim, o modelo é replicável em outros centros industriais com altas emissões de CO2 e a geração de resíduos recicláveis. A chave para o sucesso reside na proximidade entre a fonte de CO2A disponibilidade de resíduos e a demanda por materiais de construção são fatores essenciais. Parques industriais em áreas portuárias ou com alta concentração de fábricas de cimento e aço seriam candidatos ideais para futuras instalações.



