durante o Cúpula Internacional Bogotá e Cundinamarca, realizada sob o lema “Expandindo fronteiras, construindo alianças globais", Casado enfatizou que, apesar dos desafios, América Latina encontra-se num momento crucial para se projectar globalmente, desde que apoie o multilateralismo e o reforço da comércio intrarregional.
Durante a sua intervenção no painel intitulado “Negócios que cruzam fronteiras: casos de sucesso de internacionalização a partir da América LatinaNarciso Casado, em sua função de moderador, compartilhou reflexões importantes sobre o atual cenário econômico. “É hora de América LatinaEle afirmou, embora tenha alertado que a incerteza global poderia prejudicar o investimento. A esse respeito, citou o Secretário-Geral da UNCTAD, Rebeca Grynspanpara sublinhar como a incerteza no comércio "também paralisa o investimento".
Casado defendeu a validade do multilateralismo num mundo cada vez mais fragmentado, com um objetivo claro: “O principal objetivo deve ser reformar e não destruir”. O debate em que participou, juntamente com especialistas de renome como Maria Amália Vásquez (SIPPO), Ángel Asensio Laguna (Câmara de Comércio de Madrid) e Hugo Ignácio Silva Negrete (Dr. Simi Pharmacies), focada na internacionalização como motor de crescimento e competitividade das economias ibero-americanas.
Ficou claro que embora o micro, pequenas e médias empresas (PME) Embora representem quase 99% do tecido empresarial da região e até 70% do emprego, sua participação no comércio exterior permanece limitada. Essa situação exige a reformulação de estratégias para uma expansão bem-sucedida, incluindo digitalização, inovação, construção de alianças estratégicas e profundo conhecimento dos mercados-alvo.
O representante de CEOE Ele também destacou os desafios persistentes enfrentados pelas empresas, como regulamentações excessivas, falta de infraestrutura logística e acesso limitado ao crédito. No entanto, destacou a oportunidades emergentes, destacando o potencial da América Latina em setores-chave como energia renovável, agronegócio e mineração crítica. Ele também elogiou as vantagens geográficas da região e sua extensa rede de acordos comerciais.
Um aspecto crucial abordado pelos painelistas foi a necessidade de fortalecer o comércio intrarregional, que representa apenas entre 15% e 20% do comércio total, muito abaixo de outras áreas como a Europa ou a Ásia. Promover a integração entre os países latino-americanos é considerado essencial para aumentar a resiliência e projetar talento e inovação para o mundo.
Casado também enfatizou o papel das organizações empresariais como catalisadoras da internacionalização. Observou que o CEIB promove uma agenda com valores prioritários como multilateralismo, segurança jurídica, simplificação administrativa e sustentabilidade, partindo da premissa de que a iniciativa privada é um elemento fundamental do desenvolvimento.
Por fim, concluiu que a internacionalização não é apenas uma oportunidade, mas uma "necessidade estratégica" para as empresas e economias da região. Casado convidou os presentes a participarem do VII Fórum Ibero-Americano de MPMEs, que será realizada em Tenerife sob o lema "Pequenas empresas que fazem grandes países", destacando a importância da pedagogia empresarial, ação público-privada e a centralidade do humano nas agendas de trabalho.

