Melhorar os transportes nos países mediterrânicos é um objetivo de Bruxelas.

Os 12 países com acesso ao Mar Mediterrâneo, signatários da Declaração de Barcelona, ​​apresentam um relatório ao Conselho de Ministros e ao Parlamento Europeu.
A situação original desta iniciativa baseia-se num contexto em que os transportes surgem como um eixo fundamental e um setor decisivo para o desenvolvimento do Mediterrâneo meridional.
Essa situação, relatada pelo FEMISE (Fórum Euromediterrâneo de Institutos Econômicos), indica que "o transporte transfronteiriço e marítimo é atualmente insuficiente ou proibitivamente caro". Os motivos para isso são a fragilidade do comércio inter-regional entre os parceiros mediterrâneos, que representa apenas 6% do comércio total.
Esses baixos níveis de mobilidade afetam diretamente a entrada de investimento estrangeiro devido à "pobreza de infraestrutura", que se evidencia pelas significativas desigualdades em todas as áreas de transporte na região. As redes rodoviárias variam de países com 42 km de estradas por 1.000 quilômetros quadrados de superfície geográfica a outros com mais de 6.000 km em suas redes para a mesma área.
Se somarmos à baixa utilização das estradas, por esses motivos, a instabilidade política na região, que frequentemente leva ao fechamento de fronteiras, o panorama dos transportes na área inclina-se fortemente para o uso do transporte marítimo como meio de transporte de mercadorias (mais de 80%). O transporte aéreo também é significativo na região, especialmente para o setor turístico.
Por outro lado, as perspectivas da região para os próximos 25 anos são promissoras. O relatório destaca um aumento de 50% na população dos 12 países parceiros. Esse número, juntamente com o crescimento do comércio global e o estabelecimento da Área de Livre Comércio Euro-Mediterrânica, reforça essas expectativas.
Considerando a situação atual e o potencial futuro, o relatório recomenda basicamente: "desenvolver um sistema de transporte marítimo e aéreo multimodal transmediterrâneo eficiente, através da melhoria de portos e aeroportos", "eliminar restrições injustificadas, simplificar processos, aumentar a segurança marítima na área e harmonizar as normas ambientais".

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