As empresas participantes do Plano de Iniciação às Exportações (PIPE 2000) aumentaram suas vendas externas em 71,1% desde o início do programa, há apenas dois anos e meio.
Segundo dados de um levantamento realizado pelas Câmaras de Comércio e pelo Instituto Espanhol de Comércio Exterior (ICEX), a receita média de exportação aumentou de € 323.600 para € 553.800 durante esse período. Quanto ao impacto do PIPE na criação de empregos, as empresas participantes aumentaram seu quadro de funcionários em 13,5%. Dos novos contratos firmados, 35% foram para mulheres.
O relatório, que reúne as opiniões de mais de 700 empresas que iniciaram o programa há trinta meses, destaca também que a receita média das empresas participantes aumentou nesse período de € 3.341.400 para € 4.169.000, representando um aumento de 24,8%. Além disso, as empresas consultadas afirmam que, no início do programa, as vendas em mercados estrangeiros representavam 12,4% de sua receita total, percentual que subiu para 18,4% após dois anos.
Exportadores regulares
O Plano de Iniciação à Promoção de Exportações é o primeiro programa especificamente concebido para apoiar empresas com pouca ou nenhuma experiência em mercados estrangeiros, ajudando-as a tornarem-se exportadoras regulares. O Instituto Espanhol de Comércio Exterior (ICEX), as Câmaras de Comércio e as Comunidades Autónomas, com cofinanciamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), desenvolveram o programa que, na sua primeira fase, permitiu que mais de 2.000 empresas iniciassem as suas exportações. Até 2006, um total de 3.000 PMEs terão começado a exportar.
Outra descoberta significativa do relatório é que 40% das empresas criaram um Departamento de Exportação após o início do programa. Anteriormente, apenas 22% possuíam um departamento desse tipo.
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Investimento para iniciar as exportações
Em relação aos recursos que as empresas investiram na implementação do Plano de Internacionalização, 47,8% afirmam ter dedicado menos de 30.000 euros, 39,8% entre 30.000 e 60.000 euros e 12,4% afirmam ter investido mais de 60.000 euros.
Adaptar o produto às demandas do mercado
Por outro lado, 53,4% das empresas relatam ter tido que adaptar seus produtos para vendê-los no exterior, enquanto 46,6% não precisaram fazê-lo. Entre as empresas que foram obrigadas a se adaptar, 60,1% relatam ter modificado a rotulagem e 41,1% o próprio design do produto. Das empresas que vendem serviços, 36,1% tiveram que adaptá-los às exigências específicas dos mercados. Das empresas que implementaram padrões de qualidade, 62,5% obtiveram a certificação ISO 9001 e 2000.
Em relação à opinião das próprias empresas sobre o PIPE 2000, 65% relataram que o programa atendeu às suas expectativas em termos de receita, exportações e estratégia de negócios, atribuindo-lhe uma classificação geral de 7.42 em 10. Quanto ao apoio financeiro recebido, 74,8% afirmaram que foi muito adequado, 18,9% o classificaram como adequado e apenas 6,3% o consideraram inadequado. Além disso, quase 60% sentiram que, após participarem do programa, estavam em uma posição ideal para continuar operando de forma independente.
Perfil da Empresa PIPE
As empresas participantes do Plano são PMEs com experiência limitada em mercados estrangeiros. Em termos de número de funcionários, 25% têm menos de 10, 22% têm entre 10 e 20 e 27% têm entre 20 e 50. Quanto aos setores, 25,8% pertencem ao setor agroalimentar, 22,6% ao setor industrial, 32,9% ao setor de bens de consumo e os restantes 18,7% ao setor de serviços. 91% das empresas PIPE utilizam novas tecnologias e 75% utilizam a internet como ferramenta de marketing.
Durante o programa, as empresas receberam apoio de mais de 500 colaboradores do PIPE 2000, jovens com formação em comércio exterior selecionados especificamente para o programa. Ao final do programa, 54,4% das empresas contrataram o colaborador.
