A produção de aço no Brasil caiu 1,9% até maio, enquanto as exportações cresceram e a confiança empresarial despencou.

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MATÉRIAS-PRIMAS E INDÚSTRIA DO AÇO

A indústria siderúrgica brasileira registrou contração na produção de aço bruto nos primeiros cinco meses de 2026, acompanhada por uma queda drástica nas importações. Esse ajuste no mercado interno contrasta com um aumento expressivo das exportações, embora uma forte queda na confiança dos executivos do setor gere incertezas para os próximos meses.


A produção de aço bruto em Brasil, um dos principais intervenientes no mercado global, registou uma contração de 1,9% entre janeiro e maio de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizará 13,4 milhões de toneladas. De acordo com dados publicados pela Instituto Aço BrasilEssa queda na produção ocorre em um contexto de significativo reajuste dos fluxos comerciais e de notável redução na demanda interna.

Durante os primeiros cinco meses do ano, as vendas no mercado interno brasileiro apresentaram um crescimento marginal de 0,9%, atingindo 8,7 milhões de toneladas. No entanto, o consumo aparente de aço no país diminuiu. 4,1%A produção atingiu 10,8 milhões de toneladas, um número diretamente influenciado pelo colapso das importações. As compras do exterior, um fator crítico para a competitividade do setor local, caíram 17%, situando-se em 2,4 milhões de toneladas.

Reajuste comercial e pressão nos mercados internacionais

Em contraste com a fragilidade interna, as exportações brasileiras de aço registraram um sólido aumento de 7,8% No acumulado do ano, a produção atingiu 4,4 milhões de toneladas. Essa reorientação dos produtores brasileiros para os mercados externos aumenta a pressão competitiva sobre outras potências exportadoras, incluindo empresas espanholas e de outros países. EuropaO aumento do volume de aço brasileiro no mercado internacional, frequentemente a preços muito competitivos, poderá afetar as margens e a quota de mercado dos produtores espanhóis em destinos-chave. América Latina e outras regiões.

Uma análise específica de maio revela maior volatilidade. A produção mensal cresceu 2,4% em relação ao ano anterior, atingindo 2,8 milhões de toneladas, e as vendas no mercado interno avançaram 1,3%. No entanto, os números do comércio de maio foram drasticamente negativos: as exportações despencaram 35% (645 mil toneladas) e as importações entraram em colapso. 55,4% (312 mil toneladas) em comparação com maio de 2025.

Incertezas no horizonte

O dado mais preocupante para o setor é a deterioração das expectativas. O Indicador de Confiança da Indústria Siderúrgica (ICIAO índice situou-se em 47,8 pontos em junho, registrando uma queda de 12,1 pontos em comparação com o mês anterior. Ao recuar abaixo do patamar de 50 pontos, que separa a confiança da desconfiança, o indicador reflete o crescente pessimismo entre os principais executivos do setor, atingindo seu nível mais baixo até o momento em 2026. Esse sinal sugere que, apesar das fortes exportações, o setor prevê um ambiente operacional complexo no curto e médio prazo.

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