Num contexto marcado pelo terceiro aniversário da invasão russa da Ucrânia, a União Europeia reforçou as sanções contra Moscovo, incluindo restrições ao alumínio primário russo. Diante dessa situação, a AEA expressou seu comprometimento em trabalhar de forma construtiva, ao mesmo tempo em que destacou a necessidade de enfrentar os desafios que essas medidas representam para o setor.
A AEA reconheceu o apoio da Ministério da Economia, Comércio e NegóciosA associação enfatizou a importância da colaboração público-privada para enfrentar os desafios atuais. No entanto, também alertou para a "situação particularmente complexa" que o setor de processamento de alumínio enfrenta devido à convergência de diversos fatores.
“Agradecemos o apoio do Ministério da Economia, Comércio e Negócios, cuja colaboração e comunicação aberta são essenciais para nós”, afirmou a AEA. “No entanto, não podemos ignorar a difícil situação que enfrentamos.”
Os fatores de preocupação para a AEA incluem:
- O Mecanismo de Ajuste de Fronteira de Carbono (CBAM): A AEA considera que a CBAM funciona como uma "segunda tarifa" sobre a importação de alumínio primário, o que poderia gerar uma "perda inaceitável de competitividade" para o setor.
- Possíveis tarifas adicionais dos EUA: A incerteza sobre as políticas comerciais do ex-presidente Trump está aumentando a pressão sobre o setor.
- Evasão de sanções: A AEA expressou preocupação sobre a possível evasão de sanções por meio de terceiros países, como a Turquia, que poderiam importar alumínio russo processado sem tarifas.
“Estamos preocupados com o fato de o alumínio primário russo, que será proibido na Europa, acabar chegando ao nosso mercado por meio de países terceiros”, afirmou a AEA. “É essencial que sejam tomadas medidas para evitar essa situação e garantir que as sanções tenham um impacto real.”
A AEA insistiu na importância estratégica do alumínio para a competitividade e a industrialização da Europa, bem como para descarbonização de setores setores-chave como construção, automotivo e energia renovável. Nesse sentido, a associação tem instado as administrações a apoiarem a transformação do setor por meio de políticas que promovam a circularidade e a autonomia estratégica.
“O alumínio é um material essencial para a economia europeia e para a transição para uma economia mais sustentável”, afirmou a AEA. “Precisamos de um quadro regulamentar que promova a competitividade das nossas empresas e garanta um fornecimento estável de matérias-primas.”
A AEA reiterou seu compromisso de continuar trabalhando em estreita colaboração com o Ministério da Economia, Comércio e Empresa para proteger os interesses da indústria do alumínio e fortalecer a competitividade das empresas espanholas.

