Entrevista com Pedro Mejía, Secretário de Estado do Turismo e Comércio
Pergunta: Qual o resultado desta nova edição da Exporta?
A: Muito positivo. A Exporta se consolidou como um centro e fórum global para a troca de experiências entre empresas espanholas, proporcionando uma oportunidade de conexão com figuras de renome internacional, cuja expertise pode beneficiar a todos. Entre os principais aspectos desta nova edição, destacam-se a expectativa de participação de cerca de 2.000 profissionais e a programação de mais de mil reuniões bilaterais com consultores econômicos e comerciais de 50 países presentes na Exporta 2007. Isso oferece às empresas que buscam iniciar, expandir ou consolidar seus negócios uma valiosa oportunidade de obter conhecimento mais preciso em, no máximo, 36 a 48 horas.
P: Por que o setor de serviços foi escolhido como tema principal da Exporta 2007?
A: Progressivamente, as novas tecnologias estão nos permitindo comercializar muitos desses produtos e serviços internacionalmente. A Espanha é uma economia baseada em serviços e somos altamente competitivos em muitos desses setores, portanto, vale a pena que a internacionalização das empresas espanholas se estenda gradualmente também a essa área.
P: Quais são os planos específicos da ICEX para promover a presença deste setor no exterior?
A: Por um lado, temos um plano de desenvolvimento tecnológico, que chamamos de "Tecnologia para a Vida", que tem tido bastante sucesso internacionalmente e é bem visto pelas empresas espanholas que se beneficiam deste setor. É um projeto com um orçamento superior a 100 milhões de euros ao longo de três anos, que abrange aspetos importantes como as energias renováveis e o desenvolvimento de infraestruturas. Este é um dos nossos planos emblemáticos. Por outro lado, estamos a tentar desenvolver, embora não seja fácil, um Plano para as Indústrias Culturais. Hoje, o cinema espanhol, a música espanhola, os artistas espanhóis e os livros espanhóis representam um ativo valioso que torna a marca espanhola conhecida mundialmente. Mesmo o espanhol como meio de geração de recursos económicos, como língua, também é importante. Se conseguirmos reunir todo este potencial, transformá-lo num produto e acrescentar-lhe valor, acredito que temos um enorme potencial de crescimento neste setor. Mas não está isento de desafios; a informação e as empresas estão muito fragmentadas e as associações do setor são bastante complexas. Neste sentido, estamos a começar a construir as bases sobre as quais podemos desenvolver uma política mais robusta.
P: Qual é o futuro das empresas espanholas do setor de serviços nos próximos anos?
A: No setor de serviços, a Espanha não só tem um futuro promissor, como também um presente muito promissor. Se considerarmos, por exemplo, a área das infraestruturas, vemos que seis ou sete das doze maiores empresas a nível mundial são espanholas, construindo e gerindo infraestruturas em todos os continentes e em locais que servem verdadeiramente de exemplo, como o Reino Unido, o resto da Europa, os Estados Unidos, a Austrália e a China. Em segundo lugar, no domínio das energias renováveis, a Espanha continua a ter uma forte presença e um elevado prestígio internacional, especialmente na energia eólica, solar e nos biocombustíveis. Da mesma forma, temos um grande potencial no turismo, um serviço oferecido aos estrangeiros em Espanha; nas indústrias culturais; e, em geral, em todos os serviços que podem ser comercializados internacionalmente.
P: Quais foram as principais novidades desta edição?
A: A Exporta 2007 é dedicada ao setor de serviços, ao qual tradicionalmente damos atenção, mas que não vinha recebendo maior destaque devido às dificuldades em abarcar a enorme diversidade de serviços, sua complexidade e até mesmo a fragmentação dos prestadores de serviços. Tentar chamar a atenção para esse setor é uma iniciativa muito inovadora.
P: Como as empresas espanholas estão respondendo ao programa "Aprendendo a Exportar"?
A: A resposta tem sido muito positiva. Inicialmente, este programa foi planejado para durar seis meses em 2005 e ao longo de 2006. Devido ao seu sucesso, alocamos novos recursos para estendê-lo pelo menos até 2007. Ao longo do programa, visitamos aproximadamente 12.000 empresas em todo o país, das quais convencemos entre 7.000 e 8.000 a nos visitar e a participar de nossos workshops "Aprendendo a Exportar". No total, estamos realizando análises diagnósticas de cerca de 1.000 empresas. Se conseguirmos adicionar aproximadamente 1.000 empresas à base atual de 35.000 empresas exportadoras regulares em dois anos, poderemos afirmar que se trata de um programa muito bem-sucedido.





