La Câmara de Comércio de Gran Canária foi o cenário da última sessão do seu Ciclo de palestras sobre geopolítica, um fórum essencial para o tecido empresarial Compreender e adaptar-se aos desafios que estão a redefinir o comércio e o investimento globais. O encontro, que contou com a presença de cerca de 50 líderes empresariais, institucionais e académicos, teve como ponto central um discurso proferido pelo diplomata. Rafael Dezcallar, intitulado “A rivalidade entre a China e os Estados Unidos. O papel da Europa”.
A Evolução e o Poder da China
Dezcallar, com vasta experiência como ex-embaixador da Espanha na China, Alemanha e Etiópia, ofereceu análises profundas sobre a ascensão do gigante asiático. O diplomata atribuiu o sucesso da China a uma sequência de decisões estratégicas bem-sucedidas, que combinava um planejamento rigoroso, uma reabertura econômica gradual e um busca intensa por competitividade desde as reformas iniciadas na década de 80.
Além disso, ele destacou o Política externa eficaz de Pequimespecialmente sua abordagem consolidada em relação aos países em desenvolvimento, que ampliou sua influência em regiões-chave como ÁfricaApesar da aliança atual, Dezcallar esclareceu que a China "tem o apoio da Rússia, embora haja uma [dificuldade] entre elas". desconfiança muito profunda".
Uma rivalidade estrutural inevitável
O tema central da conferência foi o luta estrutural entre as duas maiores potências econômicas do mundo. Segundo Dezcallar, esse confronto transcende o comércio, abrangendo dimensões políticas, tecnológicas e estratégicase previu que essas tensões "não vão desaparecer". O diplomata explicou que o busca por aliados e pela competição pela liderança tecnológica Esses são os fatores que inevitavelmente moldarão a dinâmica de poder nas próximas décadas.
Diante de um clima frequentemente polarizado, o ex-embaixador fez um alerta crucial à comunidade empresarial: "Devemos evitar a demonização da Chinaporque fazendo isso Significa recusar-se a entender por que é tão forte.Para Dezcallar, o único caminho sustentável é promover o diálogo, cooperação e entendimento mútuoespecialmente em desafios globais que Ninguém consegue enfrentar isso sozinho.Como crise climatica ou o regulação da inteligência artificial.
Dezcallar também destacou o papel da política externa chinesa, especialmente sua aproximação com os países em desenvolvimento, o que fortaleceu sua presença e influência em regiões como a África.
O imperativo estratégico da União Europeia
Em relação a O papel da Europa Neste tabuleiro de xadrez, Rafael Dezcallar foi decisivo. Ele fez uma apelo à União Europeia para que formule um visão estratégica de longo prazoEle insistiu na urgência de que "as políticas europeias devem compreender que..." Os objetivos nacionais devem ter prioridade sobre os ciclos eleitorais.", enfatizando a necessidade de maior coesão interna para falar com própria voz Diante dos blocos de poder.
Segundo a análise, a UE está envolvida numa tarefa complexa: reduzir suas dependências econômicas e tecnológicas com relação à China, mas sem que essa estratégia implique uma ruptura com a cooperação que é construtivo e necessário para o estabilidade global.
O evento foi inaugurado por Luis Padrón, presidente da Câmara de Comércio, e José Manuel Garrido, diretor de Relações Institucionais da Cajasiete, que concordaram com o importância vital desses tipos de fóruns para que o setor empresarial possa interpretar e capitalizar Desafios geopolíticos sob uma perspectiva estratégica.

