Está entre 16.600 e 16.800 milhões de euros, segundo a FEPEX
Num ano marcado por condições meteorológicas adversas e sobretudo por secas, aumento da concorrência de países terceiros e adaptação à crescente regulação da actividade produtiva e comercial, tanto nacional como comunitária.
![[Img # 55295]](https://empresaexterior.com/upload/images/12_2023/6049_sembradio.jpeg)
O valor do Exportação espanhola de frutas e legumes frescos Em 2023 crescerá 5% face a 2022 e ficará entre 16.600 e 16.800 milhões de euros, e o volume será inferior a 12 milhões de toneladas em 2022, segundo estimativas da FEPEX, com base em dados de Departamento de Alfândega e Impostos Especiais até outubro. Até esse mês, as exportações de frutas e legumes diminuíram 6% em volume e aumentaram a mesma percentagem em valor, totalizando 9 milhões de toneladas e 13.470 milhões de euros respetivamente.
La Importação manterá a tendência ascendente, em linha com o que tem acontecido nos últimos anos. Até Outubro, as importações aumentaram 8% em volume e 19% em valor, ascendendo a 3,3 milhões de toneladas e 3.638 milhões de euros. O crescimento contínuo das importações no mercado nacional e também no mercado comunitário é precisamente um dos factos que marcam a evolução do sector hortofrutícola. No UE, as importações de países terceiros até setembro de 2023 cresceram 12% face ao mesmo período do ano anterior, totalizando 13.907 milhões de euros, impulsionadas pela divergência regulatória em matéria laboral, social, fitossanitária... existente entre comunitário e não comunitário produtores, tornando o modelo comunitário cada vez menos competitivo.
Este ano também foi marcado por clima adverso e especialmente seca, o que agravou o problema da falta de recursos hídricos nas principais zonas produtoras de frutas e legumes. Por este motivo, a FEPEX considera que a disponibilidade de água com volume e preço aceitáveis constitui uma variável determinante para o futuro da produção e exportação.
Uma revisão do quadro regulamentar actual, tanto nacional como comunitário, que prioriza o controle da gestão agrícola e das teses ambientais, sem levar em conta as características específicas da produção de frutas e hortaliças e sua capacidade de agregar valor à economia e à sociedade.
Neste sentido, no domínio da produção, é particularmente preocupante o novo aumento do SMI, que aumenta os custos do trabalho num sector em que o trabalho pode representar até 45% dos custos de produção em algumas culturas. Igualmente preocupante é a redução progressiva dos produtos fitossanitários, o que afecta o rendimento, a qualidade e a segurança alimentar. E no que diz respeito à comercialização, a FEPEX estima que tanto o Real Decreto sobre embalagens e resíduos de embalagens, que exigirá a venda a granel quando os formatos forem inferiores a 1,5 quilos, como o Regulamento Comunitário, que foi rejeitado pelo Parlamento Europeu neste momento mas cujo processamento não foi concluído, devem ter em conta a oposição do sector, porque a obrigação de vender a granel torna praticamente inviável a estratégia de diferenciação por origem e qualidade.

