O alargamento desencadeia uma cisão fiscal na UE.

Metade dos dez novos membros da UE reduziu seus impostos sobre a renda em 2003, de 23,8% para 21,5%, ampliando assim a diferença tributária entre os membros antigos e os recém-admitidos.
Essas diferenças provavelmente se tornarão ainda mais acentuadas no futuro, conforme observado em um relatório conjunto da Ernst & Young e do Centro Europeu de Estudos Econômicos em Mannheim.
Com exceção de Malta, onde a carga tributária pode ser ainda maior do que nos membros mais antigos, os países mais recentes implementaram uma onda de cortes de impostos para atrair capital estrangeiro. O Chipre pretende reduzir sua taxa de imposto de renda para 10% a partir do próximo ano. Isso se soma à isenção temporária de impostos para certas empresas estrangeiras, uma prática comum, com exceção da Estônia, em muitos dos países mais recentes, como a República Tcheca, a Eslováquia e a Lituânia.
Os ministros das Finanças da Alemanha e da França criticaram repetidamente os novos parceiros, chegando a ameaçar bloquear o seu acesso a fundos estruturais. Apesar disso, não existe atualmente uma posição comum na UE a favor da harmonização das taxas de imposto sobre as empresas.
A Estônia estabeleceu um precedente durante as negociações pré-alargamento ao defender firmemente sua política tributária, que não tributa os lucros corporativos reinvestidos. A atual coalizão governista indicou recentemente que não se oporá a uma regulamentação tributária comum no futuro, ao mesmo tempo em que prossegue com os planos de reduzir gradualmente o imposto sobre o lucro corporativo dos atuais 26% para 20%.

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