Rafael Aznar, Vice-Presidente de Vendas da Autoridade Portuária de Valência, Leandro García, Diretor da Fundação Valenciaport, e Juan Antonio Delgado, Diretor da VPI Logística, explicaram ontem os objetivos destas duas entidades, nos quais a Autoridade Portuária de Valência, e consequentemente o Porto de Valência, baseia a sua estratégia comercial, bem como os seus esforços de pesquisa e inteligência de mercado. O objetivo final é a eficiência, ou seja, garantir a coordenação e a complementaridade.
"O Plano Estratégico define claramente que quatro das sete linhas definidas estão intimamente relacionadas com a projeção e as ações comerciais do porto, a satisfação do cliente e a necessidade de concentrar mais carga e melhor atender e fidelizar as empresas de navegação", explicou Rafael Aznar ontem.
"Nesse sentido", prosseguiu ele, "surge a necessidade de definir um modelo organizacional que, neste caso, gira em torno da ideia de um grupo ou corporação, a Autoridade Portuária de Valência, à qual se somam agora dois instrumentos: a VPI Logística, como departamento comercial e executivo das ações comerciais da APV, e a Fundação Valenciaport, como fornecedora de iniciativas de ação comercial e executora de estudos e ações de pesquisa e inteligência de mercado."
A Fundação Valenciaport torna-se, assim, a entidade responsável pelo desenvolvimento de estudos, ações de P&D&I e pela promoção de ações de cooperação internacional de natureza tecnológica, reservando também uma parte importante dos seus objetivos para a área da formação.
A VPI Logística, por sua vez, torna-se, com uma participação maioritária detida pela APV, o "braço comercial", seguindo assim a linha atual, embora com alguns novos desenvolvimentos significativos explicados por Juan Antonio Delgado.
Todas as entidades têm o mesmo presidente, assim como o mesmo chefe institucional.
Neste último caso, convém lembrar que Rafael Aznar é o CEO da VPI.
A equipe é composta por dois diretores principais: Juan Antonio Delgado, diretor da VPI Logistics, e Leandro García, vice-presidente executivo da Fundação Valenciaport, além do vice-presidente comercial da Autoridade Portuária de Valência. No entanto, cada entidade é dirigida por duas pessoas distintas: Juan Antonio Delgado, diretor da VPI Logistics, e Leandro García, diretor da Fundação Valenciaport. "São, sem dúvida, dois profissionais de alto nível", acrescentou Aznar, "e, portanto, a escolha foi mais do que acertada, pois garantem que essa estratégia funcionará como um relógio, além de possuírem uma forte afinidade pessoal."
A ligação e a conexão com a Autoridade Portuária de Valência também estão asseguradas, uma vez que tanto Delgado como García são membros do Comité Diretivo da Autoridade Portuária de Valência, mantendo uma relação particularmente próxima com a subdireção de Gestão e Operação da instituição, cujo chefe é Francesc Sánchez.
Fórum
Aznar também destacou a existência de diversos fóruns de diálogo e entendimento, que facilitarão ações baseadas em consenso e promoverão iniciativas conjuntas para a implementação de inúmeros projetos. "Existem também grupos de trabalho, como o Conselho de Qualidade e o Conselho de Comércio, onde são elaborados planos de ação", ressaltou Rafael Aznar.
Com estas estruturas, a Autoridade Portuária de Valência pretende trabalhar em conjunto para promover ações comerciais que atualmente exigem maior atenção, bem como para resolver, intensificar e estabelecer uma atuação comercial "justa".
VIP Logística
Por sua vez, Juan Antonio Delgado explicou que, como Departamento Comercial da APV, a VPI Logística tem a tarefa de implementar a estratégia comercial da APV formulada no Plano Comercial, que está contemplado no âmbito do Plano Estratégico, com quatro objetivos principais: reter e atrair cargas, melhorar as conexões interoceânicas, consolidar o tráfego não conteinerizado e desenvolver serviços de logística intermodal.
Uma nova funcionalidade também está sendo introduzida: a função de gestor de contas. "Cada cliente do Porto de Valência terá um ponto de contato designado, ao qual poderá recorrer para quaisquer dúvidas ou solicitações, fomentando uma relação comercial consistente e interativa", afirmou o diretor da VPI Logística. Os canais de comunicação entre o cliente (companhia de navegação, embarcador, transitário, operador logístico, etc.) serão, portanto, permanentes, com atendimento personalizado entre o gestor de contas e o cliente. "O gestor de contas atuará como representante e 'embaixador' do cliente junto à Autoridade Portuária de Valência", acrescentou Delgado. Isso permitirá o desenvolvimento de estratégias conjuntas entre a APV e o cliente, bem como estratégias individualizadas, adaptadas a cada cliente. "Seremos a linha de frente da APV", concluiu.
Fundação Valenciaport
Seguindo essa linha de raciocínio, Leandro García explicou que a Fundação Valenciaport atuará como um escritório de apoio, ou seja, como o instrumento responsável pela reflexão e geração de ideias. "Nosso objetivo é também", continuou García, "destacar o alcance institucional da Autoridade Portuária de Valência em nível internacional, um alcance que pode gerar oportunidades de negócios, identificando essas oportunidades e alavancando o know-how da APV."
Outra área em que a Fundação concentrará sua atividade é a de tecnologias da informação: "O portal APV será uma referência de alto nível e aprimorará as conexões com embarcadores e afretadores, tornando-se um elo e um ponto de valor no qual a Fundação também atuará."
Em terceiro lugar, a Fundação Valenciaport desenvolverá atividades de formação, tendo como pilar o Mestrado em Gestão Portuária e Transporte Intermodal. Por fim, empreenderá um trabalho significativo na área cultural: "Atualmente, temos", destacou Leandro García, "o melhor centro de documentação sobre assuntos marítimos e portuários da Espanha, e isso deve ser compartilhado e divulgado". Com tudo isso, o objetivo da Fundação é criar as sinergias necessárias para prestar serviços e fomentar a competitividade não só da comunidade portuária, mas também da economia da Comunidade Valenciana.
A Fundação terá a seguinte estrutura organizacional: Arturo Monfort, como chefe do Departamento de Pesquisa e Inteligência de Mercado; Ana Rumbeu, diretora de Treinamento; e Juan Esquembre, chefe de Relações Internacionais. O chefe de Tecnologia da Informação ainda não foi nomeado.





