Ao longo da manhã de 13 de outubro Hamas libertou os 20 reféns que ainda estavam vivos. A milícia deverá entregar os corpos dos 28 reféns mortos nas próximas horas. Em troca, Israel libertará quase 2.000 palestinos presos. Ele também suspendeu o bloqueio à entrada de ajuda humanitária e retirou suas tropas para o chamado "Linha Amarela”. O cumprimento da primeira fase do acordo anunciado na semana passada por Estados Unidos foi acolhido com alegria tanto em Israel como em GazaO cessar-fogo, sem dúvida, abriu uma janela de esperança. No entanto, as incertezas agora superam as certezas. O plano de paz elaborado pelo governo Donald Trump contempla o desarmamento do Hamas e a transferência do controle da Faixa de Gaza para um governo tecnocrático supervisionado por uma coalizão internacional.
Por enquanto, esse cenário parece remoto. Líderes do Hamas sugeriram nos últimos dias a possibilidade de transferir a gestão de Gaza para uma organização civil palestina; no entanto, alertaram que a deposição de armas não ocorrerá até que uma solução de dois Estados se materialize, algo a que Israel se opõe veementemente. Por sua vez, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu declarou: "Estamos encurralando o Hamas por todos os lados em preparação para as próximas etapas do plano, nas quais o Hamas será desarmado e Gaza desmilitarizada. Se isso for alcançado por meios justos, que assim seja. Caso contrário, será alcançado por meios ilícitos." Em última análise, as principais diferenças persistem, de modo que a possibilidade de os dois lados concordarem, respeitarem e cumprirem um acordo de paz permanente parece atualmente ilusória.
fonte: CESCE

