Madrid tornou-se o epicentro do debate sobre o futuro do emprego na era da inteligência artificial, acolhendo pela primeira vez o Fórum de Talentos China-Europa. Este grande evento, co-organizado pela Grupo Adecco e pela Escritório de Trabalho de Talentos de Pequim, reuniu figuras proeminentes da política, dos negócios e da academia Europa y Ásia. Sob o lema "Conectando continentes: talento e colaboração em inteligência artificial", o fórum destacou a urgência de uma maior cooperação internacional no mercado de trabalho.
Durante a sessão de abertura, Jean-Christophe DeslarzesO presidente do Conselho de Administração do Grupo Adecco enfatizou que “a inteligência artificial irá capacitar as pessoas, não substituí-las; ela pode ser usada para servir à humanidade. Por isso, é necessário capacitar as pessoas. O triângulo dourado formado por empresas, governos e instituições de ensino tem a responsabilidade de promover o aprimoramento de habilidades”. Por sua vez, Li Cheng Lin, do Comitê de Pequim, enfatizou a importância da unidade para compartilhar ideias e promover a inovação em conjunto. Essas palavras foram repetidas pelos embaixadores de China y Suíça na Espanha, que enfatizou o valor da confiança mútua nas relações internacionais.
El ex-presidente do Governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, também participou do fórum, propondo "transformar a IA em inteligência cívica, uma inteligência que trabalhe em favor da comunidade de acordo com os mesmos valores". Nesse mesmo painel, Wang Zhong Yuan, da Academia de IA de Pequim, destacou o papel dos jovens talentos, observando que a idade média dos pesquisadores é de 30 anos, enquanto a Dra. Alessandra Sala, da Women in AI, alertou sobre os desafios do viés nos sistemas de inteligência artificial.
O debate centrou-se na forma como o IA está redefinindo competências profissionais. Liu QiaoO reitor da Escola de Administração Guanghua da Universidade de Pequim indicou que "muitos dos membros já estão usando IA... Isso representa uma mudança paradigmática nos modelos de negócios". Da mesma forma, Zhang Xin, do Instituto de Comunicação Gráfica de Pequim, enfatizou a necessidade de os alunos desenvolverem uma visão de 360 graus e serem inovadores.
Ao apresentar a pesquisa sobre tendências globais de emprego, Denis Machuel, CEO do Grupo AdeccoEle afirmou que “a inteligência artificial pode ser uma ponte para novas oportunidades para a humanidade. As pessoas estão no centro, e a IA deve ser uma oportunidade para elas. Isso significa que a IA deve empoderar as pessoas, não substituí-las”. Machuel defendeu um equilíbrio entre talento e tecnologia, sugerindo que as empresas deveriam combinando a adoção de IA com o desenvolvimento de habilidades e mobilidade interna.
O evento também abordou a transformação do setor automotivo, com representantes de empresas como BAIC, OMODA & JAECOO, Leapmotor e EBRO, que analisou como a IA e o talento estão impulsionando um dos setores mais estratégicos para Europa e China, sem descurar os desafios de uma transição competitiva e sustentável.
A educação foi um pilar fundamental nas discussões. Jiang Guo Hua, da Universidade de Pequim, destacou que, embora a IA esteja transformando o aprendizado, a educação sempre foi a luz que guia a humanidade. Rosa Visiedo ClaverolO reitor da Universidade CEU San Pablo afirmou que a IA "é uma ferramenta poderosa que ajuda a ir além das capacidades humanas; ela não deve substituí-las, mas sim ampliá-las".
O fórum foi concluído com a assinatura de novos acordos estratégicos, com o compromisso de fortalecer a cooperação em talentos e inovação. Denis Machuel Ele resumiu o dia observando que "a colaboração é essencial para alcançar bons resultados. É uma colaboração entre empresas, instituições e universidades." Zhang Ruobing, diretor do BTWB, encerrou o evento com esperanças de futuros sucessos colaborativos.
O encontro coincidiu com dois aniversários importantes: o 75 anos de relações diplomáticas entre a China e a Suíça e os 50 anos de cooperação entre Espanha e China, acrescentando um significado especial a este fórum focado na colaboração internacional como um pilar do futuro.





