O encontro anual, enquadrado no âmbito da feira Atração de Frutas na IFEMA, reuniu representantes dos Ministérios da Agricultura dos quatro países, além de profissionais dos principais subsetores de frutas e hortaliças.
Análise de desafios e preocupações comuns
O dia começou com uma revisão do trabalho dos grupos de contato específicos de produtos (tomate, morango, alho, pêssego e nectarina, maçã e pera, frutas cítricas, uvas de mesa, produtos frescos cortados e produtos fitofarmacêuticos), que foram lançados no primeiro semestre de 2025. Esses fóruns serviram para trocar informações e compartilhar preocupações comuns na busca por soluções.
Entre os principais tópicos de discussão estavam as questões fitossanitárias, que já geraram uma carta e uma declaração conjunta à Comissão Europeia. Outros desafios importantes abordados incluíram:
As dificuldades decorrentes das mudanças climáticas e seu impacto na produção e na qualidade.
A falta de mão de obra qualificada.
Instabilidade política devido a conflitos internacionais.
A crescente concorrência no mercado internacional.
Profissionais dos quatro países estão trabalhando para encontrar soluções compartilhadas para esses desafios.
Representantes dos ministérios responsáveis pela agricultura dos quatro países e profissionais dos principais subsetores de frutas e vegetais participaram do encontro anual, realizado no âmbito do Fruit Attraction na IFEMA.
A PAC 2028-2034, o foco do debate
Um dos pontos mais relevantes foi a análise da proposta de reforma da PAC apresentada pela Comissão Europeia em 17 de julho. Foi examinado o Quadro Financeiro Plurianual proposto, que inclui um novo fundo único, novos planos de parceria nacionais e regionais e o retorno da Intervenção. Setor de Frutas e Vegetais para a Organização Comum de Mercados Agrícolas (OCMA).
Embora o setor mantenha sua intervenção setorial específica, voltada para as organizações de produtores e seus programas operacionais, a proposta traz novidades significativas: sua inclusão na dotação mínima da PAC por meio do fundo único e a obrigação de os Estados-Membros cofinanciarem pelo menos 30%.
Os representantes ministeriais incentivaram os profissionais a manterem uma colaboração ativa nos grupos de contacto ao longo de 2026, para continuarem a partilhar necessidades e, se necessário, articular posições comuns com a União Europeia. A próxima sessão plenária do Comité Conjunto realizar-se-á em Portugal no próximo ano.
Contexto do Comitê Conjunto
O Comitê Conjunto de Frutas e Hortaliças foi criado em 1997, inicialmente pela França e pela Espanha, para fortalecer suas relações profissionais. Posteriormente, foi expandido para a Itália em 2010 e Portugal em 2019, consolidando-se como um fórum essencial para analisar questões de mercado e interesses compartilhados.




