"Daqui a seis anos, a PLAZA estará completamente ocupada."

– Quais são os principais desafios que o seu departamento enfrenta nesta legislatura em termos de obras públicas?

A primeira prioridade é dar continuidade ao desenvolvimento dos projetos iniciados na legislatura anterior, principalmente em duas áreas: consolidar Aragão como um importante polo logístico no nordeste da Espanha e completar nossa rede de infraestrutura. Em relação à primeira, estamos trabalhando inicialmente com a PLAZA, embora também estejamos desenvolvendo novas áreas logísticas em Huesca, Teruel e Fraga para criar uma região que possa se beneficiar da localização estratégica de Aragão. O segundo objetivo é completar nossa rede de infraestrutura. Precisamos finalizar a ligação entre Saragoça e Valência, o que coloca Teruel no mapa das principais rotas de transporte, e estamos trabalhando constantemente para viabilizar a abertura de uma linha ferroviária através dos Pirineus centrais.

Outra área em que estamos concentrando nossos esforços é a habitação, que é uma prioridade por ser um dos problemas sociais mais urgentes. O compromisso que assumimos no início desta legislatura foi o de construir 100.000 mil unidades habitacionais subsidiadas na região, e isso será cumprido.

– Um dos projetos mais ambiciosos que o Governo de Aragão tem em mãos é a Plataforma Logística de Saragoça. O que está em jogo para esta região com a implementação e o desenvolvimento da PLAZA?

A economia de Saragoça gira em torno da fabricação de automóveis e da indústria automobilística, com a General Motors na vanguarda. Mas precisamos desbloquear nosso potencial econômico, e a logística oferece uma oportunidade real para avançarmos. Portanto, acredito que uma parte muito significativa do desenvolvimento econômico de Aragão depende deste projeto.

– De onde vêm as empresas que se instalam na PLAZA?

Cerca de 50% do investimento na PLAZA veio do exterior. Relocamos e fortalecemos empresas de logística que já operavam em Aragão, e aquelas que se mudaram para a PLAZA expandiram e modernizaram suas instalações. Considerando esses números, acredito que já atraímos um fluxo logístico externo significativo. Este projeto, que começou em 2001, tem um prazo de implementação de 12 ou 13 anos, e essa é uma estimativa otimista, pois estamos falando da maior plataforma logística da Europa, com 12 milhões de metros quadrados. No momento, podemos afirmar com segurança que a plataforma logística estará totalmente ocupada em seis anos.

– A chegada do trem de alta velocidade torna Aragão um ponto estratégico na Espanha. Existem dados que sustentem essa afirmação?

Sempre consideramos a linha ferroviária de alta velocidade AVE uma infraestrutura vital para Aragão. E se a Plataforma Logística está funcionando bem, é porque outras áreas de desenvolvimento também estão prosperando. Por todos esses motivos, acredito que Saragoça está vivendo uma era de ouro, e vemos isso refletido nas iniciativas e propostas. Atualmente, é fácil atrair investimentos empresariais, e muitas empresas nacionais e internacionais consideram a capital aragonesa um destino prioritário para investimentos. Um dos principais fatores que tornou isso possível é a linha AVE.

– Existe uma opinião generalizada em diversos setores políticos e sociais de que o Aeroporto de Saragoça, apesar de possuir infraestrutura suficiente, está subutilizado. Há algum plano para aumentar a sua utilização?

É verdade que ele é subutilizado, e sempre foi. Agora, conseguimos posicioná-lo como o quarto maior aeroporto de carga do país e também estamos estudando como podemos nos posicionar no mercado para impulsionar o tráfego de passageiros. Não podemos nos concentrar apenas em voos para Madri e Barcelona, ​​então gostaríamos de mirar em companhias aéreas internacionais que operam voos charter.

-Quais projetos estão em andamento no seu Departamento para contribuir com o processo de regionalização?

Nos últimos quatro anos, nosso trabalho concentrou-se em fortalecer as principais conexões de Aragão com outras regiões para promover o turismo. Agora, trabalharemos para melhorar o acesso dos diferentes municípios às suas respectivas capitais regionais, onde se encontram os serviços de saúde e educação mais importantes. Além disso, estamos coordenando todos os serviços de transporte escolar e de saúde para melhorar a qualidade de vida dos moradores das áreas rurais.

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