A evolução do setor de transporte de mercadorias em Espanha, em conformidade com as leis e regulamentos europeus e com as inovações tecnológicas que se estabelecem como constantes nos processos logísticos, leva a destacar a importância da formação para empresas e agentes do setor.
Com o objetivo de modernizar e impulsionar o desenvolvimento do setor de transporte terrestre de mercadorias, o Ministério das Obras Públicas lançou, há quase três anos, o chamado Plano PETRA (Plano Estratégico para o Setor de Transporte Rodoviário de Mercadorias), em conformidade com os regulamentos implementados na União Europeia.
As medidas incluídas no Plano visam fomentar a competitividade do setor face a fenómenos como a união monetária, a globalização económica e a aplicação de novas tecnologias.
Dentre essas áreas de atuação, grande importância tem sido dada à formação, por meio da iniciativa "Observatório de Formação para o Transporte Rodoviário", desenvolvida pela Direção-Geral de Transportes Rodoviários em colaboração com a Fundação Cetmo. Essa iniciativa fornece aos intervenientes e operadores do setor informações abrangentes sobre estudos especializados em transportes, tanto de nível universitário quanto não universitário, além de valiosos recursos e documentação para o desenvolvimento profissional no setor (www.dgtransportes.org/observatorio).
Apoiando essas atividades, destaca-se o trabalho do Instituto Catalão de Logística, a Associação Nacional de Empresas e Profissionais do Setor Logístico. No dia 26 de fevereiro, participaram do seminário organizado no âmbito das atividades programadas pelo "Observatório de Formação em Transporte Rodoviário".
Segundo declarações do diretor-geral da Fundação, Luis E. Domenech, existe um claro déficit de formação contínua no setor de transportes espanhol, que não pode ser suprido pela formação profissional e universitária formal, nem pela formação profissional destinada a desempregados: "Gestão de Transportes não se resume a conduzir um camião", afirmou o diretor.
Essas e outras opiniões de centros especializados confirmam que, para ser um operador e profissional do setor, não basta ter carteira de habilitação, mas é necessário investir em formação contínua, de modo que esteja diretamente relacionada à estratégia de negócios e que mensure e controle as competências dos trabalhadores envolvidos.
Por outro lado, a formação pré-profissional exige qualificações mais específicas em transportes e logística para facilitar a inserção profissional dos interessados no setor.

