O petróleo ditava os rumos dos mercados.

Em maio, o mercado de ações espanhol reagiu tanto para cima quanto para baixo, devido à sua sensibilidade às notícias relacionadas aos dados macroeconômicos mais recentes dos Estados Unidos e às variações no preço do petróleo.
Em relação aos dados macroeconômicos mais recentes divulgados neste mês, eles influenciaram o desempenho dos mercados de ações globais, com os investidores permanecendo cautelosos devido às flutuações nos preços do petróleo bruto. Quanto aos dados dos Estados Unidos, destacou-se a divulgação dos pedidos de auxílio-desemprego, que atingiram 345.000 solicitações, superando as previsões dos analistas. Da mesma forma, foram apresentados dados positivos de produtividade, indicando uma melhora no desempenho da economia americana. No entanto, esses fatores podem sinalizar uma nova mudança no ciclo monetário. Embora o desemprego continue sendo a principal variável, o Federal Reserve dos EUA analisará minuciosamente a conveniência de aumentar as taxas de juros.
Em relação aos dados macroeconômicos na Europa, destaca-se a divulgação dos números do Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha, que apresentou crescimento de 0,4% de janeiro a março, o dobro da taxa esperada e seu melhor desempenho nos últimos três anos. De forma semelhante, a economia francesa apresentou crescimento comparável, expandindo-se 0,8% no primeiro trimestre. A recuperação foi impulsionada quase exclusivamente pelas exportações, e esses números foram interpretados como encorajadores. No entanto, o alto preço do petróleo continua a preocupar o Banco Central Europeu, pois pode dificultar a recuperação econômica e aumentar a inflação.
No que diz respeito ao mercado de ações espanhol, as seguintes ações foram destaque neste mês: a Telefónica apresentou seus resultados trimestrais, que ficaram em linha com as estimativas dos analistas. O Banco Santander Central Hispano e o BBVA apresentaram desempenho positivo, em parte impulsionado pelos fortes resultados divulgados pelos bancos europeus.
As ações da Amadeus subiram mais de 5%, acompanhadas de um alto volume de negociações, demonstrando sua força, principalmente devido às suas perspectivas positivas. Em contrapartida, as ações da Iberia caíram mais de 10%, impulsionadas pelos recentes aumentos nos preços do petróleo e influenciadas por analistas como Goldman Sachs e Dresdner Kleinwort Wasserstein.

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