Após as férias de verão, o governo enfrenta a tarefa de elaborar o novo Orçamento Geral do Estado, que será apresentado em outubro. Não será tarefa fácil para a Ministra das Finanças coordenar sua política consistente de contenção orçamentária, especialmente considerando as perspectivas desafiadoras para 2004. As previsões apontam para um crescimento econômico moderado, com o PIB previsto para crescer entre 0 e 2% e a inflação projetada para subir entre 0,7 e 2,7%.
Cabe ressaltar que, no próximo ano, o atual governo verá suas ações serem julgadas pelo eleitorado duas vezes pela primeira vez: uma nas eleições para o Parlamento Europeu e outra nas eleições municipais. Isso implica pressão de diversos setores envolvidos nessas disputas eleitorais, especialmente das autoridades locais, que desejarão maior autonomia em sua capacidade de contrair empréstimos. No entanto, acredita-se que a estratégia do governo envolva a manutenção de uma política econômica restritiva para 2004 a todo custo, sacrificando, assim, um bom desempenho em ambas as eleições para, posteriormente, "abrir os cofres" no orçamento de 2005, ano das eleições gerais.



