O governo dos EUA pretende limitar as importações de alguns produtos têxteis da China para conter o fluxo de mercadorias produzidas naquele país.
O Departamento de Comércio em Washington ignorou os pedidos de representantes de varejistas como a Gap Inc. e a JC Penney Co. e afirmou que imporá cotas para restringir o crescimento das importações no setor têxtil a 7,5% ao ano.
Segundo o Subsecretário de Estado para Assuntos Internacionais, os limites serão impostos após consultas com a China. Até o momento, o governo dos EUA resistiu a restringir as importações da China, concentrando-se, em vez disso, na eliminação das barreiras chinesas contra os produtos americanos. Ele acrescentou que a possibilidade de limitar a entrada de certos produtos têxteis já havia sido considerada durante a presidência de Clinton.
O setor têxtil e de vestuário, com empresas como a Milliken & Co e a Cone Mills Corp, havia alertado sobre a ameaça que o aumento das importações da China representava para as empresas desse setor nos Estados Unidos e no Caribe.
"O déficit comercial dos EUA aumentou em setembro para US$ 41.300 bilhões, com um saldo negativo com a China de US$ 12.700 bilhões, representando um novo recorde", afirma Antonio García Rebollar, presidente da Renta 4 SGIIC. "Em 2003, o déficit com a China poderia chegar a US$ 130.000 bilhões, o maior com qualquer país na história dos EUA", acrescenta García Rebollar.

