El Clube de Exportadores e Investidores Espanhóis Manifestou sua "oposição total" à redução da jornada de trabalho de 40 para 37,5 horas semanais, medida que o Governo planeja implementar sem acordo com as organizações empresariais e sem reajustes salariais.
Segundo o Clube, esta redução aumentará os custos trabalhistas de forma injustificada, afetando especialmente a empresas exportadoras quem deve competir mercados internacionais e, dentro deste setor, aqueles intensivos em mão-de-obra que geram mais emprego em Espanha.
O Clube dos Exportadores alerta que a medida chega em um momento crítico: "O ímpeto do setor exportador, que desde 2008 atingiu níveis recordes, representando 41% do PIB, está começando a diminuir." Além disso, a organização destaca vários pontos-chave em sua oposição à redução da jornada de trabalho:
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É desnecessárioDesde a promulgação da "lei das 40 horas" em 1983, as condições de trabalho melhoraram, portanto, uma nova redução não se justifica.
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Prejudica a criação de empregos: A redução da jornada de trabalho sem uma redução salarial equivalente aumentará os custos trabalhistas e reduzirá a capacidade das empresas de gerar emprego, afetando especialmente os mais dependentes do trabalho.
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Viola o diálogo social: Apesar do compromisso do Governo com o consenso, foi anunciado que a redução será aprovada sem o apoio das organizações empresariais, quebrando o princípio da consulta social.
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Impacto na negociação coletiva: A redução poderia levar a acordos de jornada de trabalho abaixo de 36 horas semanais, o que, somado às taxas de absenteísmo, colocaria o número médio de horas efetivas trabalhadas abaixo de 33,5 horas semanais.
O Clube dos Exportadores destaca que esta decisão afeta negativamente a competitividade e a estabilidade das empresas no ambiente global.

