Para surpresa dos observadores locais, Ivan Gasparovic derrotou seu oponente Vladimir Meciar no segundo turno das eleições presidenciais. Embora fosse mais preciso dizer que o voto "não" venceu Vladimir Meciar e seu passado conturbado, que resultou na exclusão da Eslováquia da União Europeia.
A derrota foi clara, por uma margem de quase 20%. Foi a derrota mais esmagadora que ele sofreu, claramente visível em seu comportamento pouco cavalheiresco, como se recusar a parabenizar seu oponente durante aparições conjuntas na televisão e no rádio, o que causou forte dissensão interna na liderança do partido.
Gasparovic anunciou um tom mais conciliatório do que seu antecessor e planeja não abusar de seu poder de veto sobre as leis aprovadas pelo Parlamento. Ele também apoia a necessária continuidade das reformas já iniciadas pelo atual governo de coalizão de centro-direita e a permanência no Iraque do pequeno contingente de tropas eslovacas em missão humanitária.
O partido populista SMER, atualmente na oposição, saiu fortalecido, pois apoiou o candidato durante a campanha eleitoral, por receio de um possível pacto futuro entre Vladimir Meciar e a atual coligação governante.
Ele assumirá o cargo em 15 de junho para um mandato de cinco anos. A UE, a OTAN e os investidores estrangeiros acolheram favoravelmente a sua nomeação, e esta vitória é vista como uma rejeição definitiva da era Meciar.




