CESCE, Risco País
Os preços ao consumidor caíram 0,8% em termos anuais em Janeiro, conforme divulgado na semana passada pelo Instituto Nacional de Estatística; Esta é a quarta queda consecutiva e a maior desde 2009.
![[Img # 55918]](https://empresaexterior.com/upload/images/02_2024/8180_deflacion.jpg)
Os preços dos alimentos caíram impressionantes 5,9% em termos anuais, liderados pelos preços da carne suína, quase 20% inferiores aos do ano anterior. O inflação não alimentar Permanece mais estável, em 0,4% em termos homólogos, com pouca variação face aos 0,5% do quarto trimestre de 2023.
Há um receio crescente de que o fenómeno da deflação continue e se expanda, o que agravaria os problemas económicos, uma vez que aumenta as taxas de juro reais, o que significa que os devedores pagam efectivamente mais pelas suas dívidas. Isto poderá agravar os problemas de alavancagem no sector imobiliário e retardar a recuperação do investimento. As empresas também poderão reduzir o investimento e os salários, o que enfraqueceria ainda mais a procura interna. Contudo, os dados não são tão alarmantes neste momento.
A inflação subjacente, excluindo produtos alimentares e energéticos, permanece estável em 0,4% em termos homólogos. Além disso, a evolução dos dados indica que a pressão descendente sobre os preços está a estabilizar e não a piorar. Assim, por exemplo, os preços no produtor caíram 2,4% em termos homólogos em Janeiro, menos do que o esperado e inferior às descidas de 3% e 2,7% registadas em Novembro e Dezembro, respectivamente.
fonte: CESCE



