O governo chinês anunciou a entrada em vigor imediata de restrições à compra de dispositivos médicos produzidos na União Europeia. A nova regulamentação afeta todos os concursos públicos chineses que excedam 45 milhões de yuans. Esta ação é percebida como uma resposta explícita às disposições adotadas pela Comissão Europeia em junho passado.
As novas regras também estabelecem uma Limite de 50% para componentes de origem europeia em dispositivos médicos de países terceiros que pretendam participar em concursos públicos chineses. No entanto, as empresas europeias que fabricam ou montam os seus produtos diretamente na China para o mercado local estão isentos desta restrição.
A decisão da China surge após a UE ter excluído várias empresas chinesas de concursos públicos para dispositivos médicos superiores a 5 milhões de euros. Bruxelas justificou esta decisão, citando o Instrumento Internacional de Contratação Pública, argumentando que as empresas europeias enfrentam "barreiras legais e administrativas significativas e recorrentes" no mercado chinês, impedindo a concorrência justa.
O Ministério do Comércio da China assumiu uma posição firme sobre o assunto: "Infelizmente, apesar da boa vontade e sinceridade da China, a UE insistiu em seguir seu próprio caminho, adotando medidas restritivas e construindo novas barreiras protecionistas. Portanto, a China não tem escolha a não ser adotar medidas restritivas recíprocasPor sua vez, a Comissão Europeia reiterou anteriormente que "Nosso objetivo com essas medidas é nivelar as condições de concorrência para as empresas da UE. Continuamos comprometidos em dialogar com a China para resolver essas questões".
Quanto a detalhes da medida, a está incluído restrição imediata para a participação de empresas europeias em licitações públicas chinesas para dispositivos médicos superiores a 45 milhões de yuans. Limite de 50% para componentes europeus em produtos de países terceiros que competem nestes concursos chineses. É crucial notar que as empresas europeias com produção local na China não será afetadoAlém disso, haverá uma exceção se a licitação só puder ser atendida com produtos europeus, caso em que a restrição não se aplicaria.
Essa escalada comercial ocorre após outras retaliações recentes, como as tarifas da China sobre o conhaque europeu, especialmente o conhaque francês, e as investigações em andamento sobre carne suína e laticínios da UE. tensão comercial entre as duas potências continua a aumentar, antecipando novas rodadas de medidas e contramedidas em setores-chave.
Impacto nas empresas europeias
Espera-se que a situação continue a evoluir nas próximas semanas, especialmente antes da cúpula entre líderes chineses e europeus programada para o final de julho, onde esta questão será central na agenda diplomática. repercussões económicas Para as empresas europeias que exportam dispositivos médicos para a China, o impacto será considerável, principalmente para aquelas cuja dependência de licitações públicas no gigante asiático é alta.
As empresas europeias enfrentarão o perda de acesso ao mercado público chinês em contratos de alto valor, o que limitará sua capacidade de competir em grandes projetos de saúde. Isso resultará em uma redução significativa nas vendas e no faturamentoA medida concederá uma vantagem competitiva para fabricantes locais e multinacionais com produção já estabelecida na China, o que poderia até mesmo incentivar a deslocalização da produção europeia para o país asiático. Além disso, a crescente incerteza e tensões comerciais gerará um ambiente menos previsível para o planejamento de investimentos de médio e longo prazo. Finalmente, a impacto na cadeia de suprimentos O impacto global também será sentido, afetando produtos de países terceiros com alta proporção de componentes europeus, o que tornará a logística e a integração das cadeias de valor mais complexas.


