O plano fiscal previsto inclui a autorização para os governos locais emitirem títulos para reestruturar grande parte da dívida "oculta", contraída através do chamado LGFV (veículos de financiamento para empresas locais) cujo montante se estima já atingir os 2 mil milhões de dólares.
O Ministro das Finanças, Lan Fo'an, observou que o Governo estava a estudar medidas adicionais para recapitalizar os grandes bancos e fortalecer o consumo, mas não deu mais detalhes. Isto desapontou os mercados que esperavam alguma medida adicional para apoiar as despesas das famílias. Assim, a bolsa chinesa abriu esta segunda-feira, abdicando de parte dos ganhos acumulados ao longo da semana passada.
O que foi anunciado mantém-se, portanto, em linha com as medidas já aplicadas ao longo de 2024, mais destinadas a estabilizar a economia do que a relançar o seu crescimento. No entanto, alguns analistas especulam que as autoridades podem estar a guardar algo no seu arsenal para contrariar possíveis medidas do presidente eleito. Donald Trump que, recorde-se, anunciou durante a campanha eleitoral que aplicaria uma tarifa de 60% às exportações chinesas.
fonte: CESCE




