O Conselho Empresarial Ibero-Americano (CEIB) e a Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOEEles reafirmaram seu compromisso com o desenvolvimento socioeconômico local e a melhoria da empregabilidade na América Latina durante o recente fórum do OCDE em Barranquilla.
Casado Narciso, Diretora de Relações com a América Latina da CEOE e Secretária Permanente da CEIB, participou de um painel de alto nível ao lado de figuras internacionais proeminentes como Brandon P. Yoder da Tent Partnership for Refugees, Sonya Anderson da United Way Worldwide, Maria Lorena Gutiérrez Botero do Grupo Aval e Cesar Vence, do Conselho Empresarial EUA-Colômbia. O debate centrou-se na necessidade urgente de passar do diálogo à ação concreta.
Casado enfatizou que as iniciativas não devem permanecer apenas no papel, mas sim exigir continuidade, monitoramento e resultados mensuráveis. Ele destacou o papel crucial das organizações empresariais, não apenas em nível nacional, mas também local, nesse processo. "Não se trata apenas de filantropia; estamos falando também de negócios, sustentabilidade e futuro", afirmou Casado, citando o presidente da CEOE e da CEIB, Antonio Garamendi: "As empresas não são o problema, mas sim uma parte essencial da solução."
Narrativa, Pedagogia e Compromisso: Pilares do Progresso
Durante seu discurso, Casado enfatizou a importância de construir uma narrativa bem fundamentada que permita uma compreensão completa da situação e do contexto de cada região. A colaboração público-privada, especialmente em nível local, com a participação ativa de organizações empresariais, governos, sociedade civil, universidades e instituições de ensino, é essencial para esse fim.
Ele também enfatizou a necessidade de esforços educacionais contínuos por parte das organizações empresariais para abordar questões-chave como liberdade, democracia e multilateralismoIntegração regional, comércio intrarregional, defesa empresarial, alianças estratégicas, diálogo social, segurança jurídica e social, competitividade, eliminação de barreiras, simplificação administrativa, infraestrutura, inovação, digitalização e sustentabilidade.
“Todo esse trabalho não será possível sem um verdadeiro espírito de compromisso. As pessoas devem estar no centro das decisões e da agenda de trabalho”, afirmou Casado, destacando a conexão entre desenvolvimento local e infraestrutura, especialmente aquela relacionada à educação, formação, mobilidade e retenção de talentos. Na América Latina, existe um mandato compartilhado para promover a integração e a inclusão, que só pode ser alcançado priorizando as pessoas.
Para implementar essas iniciativas em nível local, redes sólidas, como as construídas por organizações empresariais, são essenciais. Essas redes permitem uma estreita colaboração com as estruturas públicas locais, promovendo o desenvolvimento, facilitando o investimento e beneficiando diretamente as comunidades.
Casado compartilhou exemplos concretos dessa colaboração na América Latina. BrasilEm novembro de 2024, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) lançaram oficinas para regionalizar o Mapa Estratégico da Indústria 2023-2032. ChileEm janeiro de 2024, o CPC, em colaboração com o INACAP, lançou o Conselho Territorial da Região de Coquimbo para alinhar o ensino técnico e profissional às demandas da produção local. ColômbiaO programa 'Resilient Youth Urabá' (2024–2025), da ANDI, USAID e organizações locais, capacita 150 jovens vulneráveis em áreas técnicas e habilidades psicossociais.
Todo este trabalho é reforçado pela forte rede de redes, através da CEIB e das suas 25 organizações empresariais, e pela cooperação com a Organização Internacional de Empregadores (OIE).GANSO) e a estreita relação com outras instituições ibero-americanas, como SEGIB, FIJE, BID, CAF ou BCIE.
Empregabilidade: A melhor infraestrutura para a inclusão social
A questão da empregabilidade foi uma prioridade para o painel. Casado lembrou que, no Fórum Ibero-Americano de Turismo em Santa Marta, jovens empreendedores destacaram o potencial da Ibero-América para liderar seus próprios modelos de desenvolvimento de talentos por meio de alianças, investimentos e autonomia.
O objetivo não é apenas gerar mais oportunidades de emprego, mas também criar empregos de maior qualidade. "Os jovens exigiram políticas e políticos que ouçam mais e regulem melhor, insistiram que a empregabilidade também envolve bem-estar emocional e um senso de propósito, e enfatizaram a necessidade de cooperação intersetorial para se tornar uma política pública estável e permanente", destacou Casado.
Este encontro deixou claro que a empregabilidade é, sem dúvida, a melhor infraestrutura e ferramenta para a inclusão social. Portanto, durante o Cúpula de Cuenca, EquadorOs presidentes das organizações empresariais dos 22 países da Ibero-América adotaram o Compromisso Ibero-Americano para a Empregabilidade, buscando dar seguimento e encontrar soluções para esse desafio comum.
Reuniões estratégicas e compromissos futuros
Durante sua estadia em Barranquilla, Narciso Casado também realizou uma importante reunião de trabalho com representantes da OCDE. O encontro abordou a necessidade de cooperação prática, a identificação de objetivos comuns, o fortalecimento da presença da OCDE na América Latina e a colaboração nas diversas atividades que o CEIB e outras instituições desenvolvem na região. Deu-se especial atenção à questão de... MPMEsEsta é uma área estratégica para ambas as instituições. Casado aproveitou a oportunidade para convidar os representantes da OCDE para o VII Fórum Ibero-Americano sobre MPMEs, que será realizado nos dias 27 e 28 de novembro em Tenerife, Ilhas Canárias.
Finalmente, no âmbito deste Fórum, o representante da CEOE realizou reuniões com a ANDI e com instituições envolvidas na organização do evento. Quarta Cúpula UE-CELAC, que ocorrerá em novembro em Santa Marta, para coordenar a participação do setor empresarial ibero-americano e europeu no evento.

