– Como você definiria a situação do setor industrial aragonês?
Atualmente, o setor industrial encontra-se em um momento positivo. Podemos afirmar que sua base industrial é sólida. O PIB industrial de Aragão é superior à média nacional da Espanha, e em setores como o automotivo e seus componentes, equipamentos de transporte e toda a indústria de fabricação de carrocerias, bem como no setor agroalimentar, estão sendo realizados investimentos e criados novos empregos, enquanto as exportações também estão em crescimento.
– Em que fase se encontram o PLAZA e outras iniciativas governamentais destinadas ao desenvolvimento económico de Aragão?
A segunda fase do PLAZA já começou. Além disso, estamos trabalhando na implementação de uma nova feira de logística em Saragoça, a Logis Expo, onde o Instituto Aragonês para o Desenvolvimento, o Departamento de Obras Públicas, o PLAZA e a Feira de Saragoça uniram forças para transformar Saragoça em um polo logístico. O PLAZA continua sendo um projeto estratégico do Governo de Aragão.
– O compromisso da região de Aragão com as energias renováveis é bem conhecido. Qual é a razão para isso?
Em Aragão, temos um recurso valioso: o vento. O número médio de horas de vento por ano é notavelmente alto, o que significa que os investimentos em equipamentos de energia eólica são recuperados mais rapidamente do que em outras regiões. Podemos afirmar com orgulho que, dos 4.000 MW de capacidade instalada na Comunidade Autônoma de Aragão, 1.000 MW são de energia eólica conectada à rede, 1.500 MW são de energia hidrelétrica (ambas renováveis), 1.200 MW são de usinas termelétricas a carvão e o restante são sistemas de cogeração. Isso significa que uma grande porcentagem da energia gerada em Aragão é renovável. Além disso, metade dos 13.000 GWh de eletricidade que produzimos são exportados para o resto da Espanha, demonstrando o status de Aragão como uma potência energética.
– Como você avalia o fato de que, em 2003, o setor varejista apresentou o pior desempenho?
Em Aragão, tanto grandes quanto pequenas empresas coexistem. Estas últimas continuam sendo de grande importância para o PIB de Aragão e geram 60.000 empregos. Embora tenha havido uma queda nas vendas no varejo, estamos trabalhando na revisão do Plano Diretor para Instalações Comerciais a fim de solucionar esse problema. Estamos colaborando com associações empresariais regionais, provinciais e municipais em programas de apoio especializados, melhorias na gestão e outras iniciativas.
– Em que medida você acredita que medidas como a moratória imposta em Saragoça aos grandes estabelecimentos de varejo até 2005 representam uma solução?
Diversos relatórios da Ecofin e da Autoridade da Concorrência indicam que, nas Comunidades Autônomas com mais restrições à abertura de grandes estabelecimentos comerciais ou com moratórias em vigor, há menos emprego, menos investimento e índices de preços ao consumidor mais elevados. Em todo caso, a questão da moratória em Saragoça é um dos debates em curso na sociedade aragonesa, que deve decidir qual modelo de varejo deseja para o futuro. Defendemos um modelo de coexistência, mas não podemos ignorar as tendências internacionais e os novos hábitos de consumo. Isso não significa que não nos preocupamos com os nossos pequenos negócios locais e que não trabalhamos com eles em programas de fidelização.
– Qual a importância do turismo na Comunidade de Aragão?
O turismo representa 8% do PIB de Aragão. Possuímos um património e recursos naturais significativos. O governo regional está a trabalhar para valorizar este património através de investimentos na rede de pousadas e hotéis, e também em colaboração com associações de campismo e hotelaria. O objetivo é promover todas estas especializações, porque o nosso turismo é especializado, não turismo de massas. Iremos destinar 28 milhões de euros a este setor este ano.
– Que atrações turísticas você destacaria em Aragão?
Aragão oferece inúmeras e variadas atrações turísticas: as rotas românicas, as rotas góticas, Javalambre, a região de Maestrazgo, as rotas dos castelos e muito mais. Recebemos 2,2 milhões de visitantes, que contabilizam mais de cinco milhões de pernoites em Aragão. Precisamos reduzir a sazonalidade e trabalhar mais arduamente, pois em certos períodos temos capacidade hoteleira insuficiente. Além disso, devemos investir mais em formação para suprir a carência de profissionais no setor hoteleiro e turístico.

