– Conte-nos brevemente sobre a trajetória da Aditio Consultores até o momento.
A Aditio Consultores nasceu há seis meses da união de diversos profissionais que atuavam anteriormente no mundo dos negócios, consultoria e treinamento, principalmente em áreas relacionadas ao mundo financeiro e ao comércio exterior.
Nossos projetos para 2002 estão atualmente focados em duas áreas prioritárias. Em primeiro lugar, estamos trabalhando com instituições financeiras, prestando serviços de consultoria e treinamento; em segundo lugar, estamos assessorando empresas, especialmente PMEs, em assuntos financeiros e de comércio internacional, independentemente de suas atividades específicas.
Nesse sentido, gostaria de destacar um de nossos produtos, desenvolvido para ajudar empresas a reduzir seus custos financeiros e bancários, tanto no mercado interno quanto no internacional. Gostaria também de enfatizar nossos serviços de consultoria para risco cambial, cobertura de riscos comerciais e políticos e todos os demais aspectos do comércio internacional de uma empresa. A Aditio Consultores possui vasta experiência em assuntos financeiros, bancários e de comércio internacional, e acreditamos que podemos agregar valor às empresas na avaliação dos riscos e custos associados a transações internacionais. É importante ressaltar que nossos honorários são baseados na economia obtida pela empresa cliente em cada transação.
– Quais estratégias você acha que toda empresa espanhola deveria seguir se quiser iniciar um processo de internacionalização?
Sem dúvida, o primeiro passo para qualquer empreendedor é ter um bom produto e saber como abordar a expansão internacional. Para isso, recomendo o uso de instituições que oferecem amplos recursos e opções de financiamento. Após identificar um mercado com objetivos específicos e clientes-alvo definidos, é fundamental analisar minuciosamente os riscos envolvidos na venda para outros países, que podem ser bastante problemáticos. Frequentemente, observamos uma falta de comunicação entre os departamentos financeiro e de vendas dentro das empresas. Em outras palavras, o departamento de vendas muitas vezes se concentra exclusivamente na venda, sem considerar o risco de inadimplência que algumas transações podem acarretar, enquanto o departamento financeiro se concentra exclusivamente na cobrança, sem prever que as vendas para determinados países ou clientes exigem um certo grau de proteção ou precaução. Ao vender no exterior, é crucial considerar fatores como o método de pagamento a ser utilizado, como esse método será utilizado e quais outros instrumentos serão empregados para mitigar a potencial inadimplência; ou seja, o possível uso de seguros, produtos financeiros ou métodos de pagamento bancários.
É preciso dizer que, embora seja verdade que haja muito menos incumprimentos na área internacional, também é verdade que um incumprimento na área internacional é de facto um incumprimento, ou seja, trata-se de uma transação de determinado montante e difícil ou impossível de recuperar.
– Na sua apresentação durante o III Fórum sobre a Internacionalização das Empresas de Múrcia, você falou sobre a fidelização de clientes na atividade de exportação. O que você quis dizer com isso?
O que tentei fazer foi descrever os riscos inerentes a todas as atividades de exportação, quais são esses riscos e como mitigá-los. Também mencionei o risco cambial porque novos instrumentos estão se tornando cada vez mais disponíveis para todos os tipos de empresas para cobrir esse tipo de risco, que antes era inacessível às PMEs. Refiro-me a opções cambiais, produtos estruturados agora oferecidos por muitas instituições financeiras, e assim por diante.
Por fim, em minha apresentação, também mencionei a necessidade de diálogo entre os departamentos de vendas e finanças, especificamente no que diz respeito à oferta de vantagens competitivas aos clientes importadores em relação aos concorrentes, com base em estratégias que podem estar ligadas a elementos estritamente comerciais ou financeiros. Para tanto, enfatizo a necessidade de atuação conjunta entre os dois departamentos para a realização de operações que antecipem potenciais riscos.
