Aitor Cobanera, CEO da SPRI: "Um desafio fundamental nos próximos anos é aumentar a base de exportação."

A SPRI foi fundada em 1981 para apoiar e servir o setor industrial basco. Foi um período difícil, com vários setores produtivos enfrentando reestruturações industriais. Conversamos com o seu CEO sobre o que restou daquela época e as linhas de ação que foram incorporadas desde então.
-
– O que resta hoje do SPRI de 23 anos atrás? Quais linhas de ação ainda são mantidas e quais foram incorporadas ao longo do tempo?
O que permanece constante é a filosofia da empresa: servir as empresas bascas de acordo com as diretrizes e planos estabelecidos com o Ministério da Indústria, Comércio e Turismo. É verdade que a atividade da SPRI mudou substancialmente, e o que inicialmente era principalmente uma reestruturação transformou-se agora nos nossos principais objetivos: falamos de sociedade da informação, desenvolvimento de negócios endógenos — que continua sendo o foco — e também de P&D&I e internacionalização.
– O Plano Interinstitucional de Promoção Econômica foi concluído em 2003. Qual é a avaliação geral do SPRI sobre esse plano?
Em relação à convergência com a União Europeia, especificamente com a UE-15, o emprego já foi alcançado; basta comparar a taxa de desemprego do País Basco com a da UE. Quanto à coesão social e territorial, na nossa área de responsabilidade, verifica-se que as diferenças entre as três províncias em termos das respetivas taxas de desemprego são cada vez menores. E no que diz respeito à qualidade de vida e à modernização, temos dado especial ênfase ao impacto da adaptação à Sociedade da Informação como meio de modernização e acesso às novas tecnologias nos cidadãos.
– Agora que o plano está concluído, quais ações estão planejadas para impulsionar ainda mais o setor empresarial basco e a consequente criação de empregos?
Em fevereiro de 2004, iniciamos o que chamamos de Fórum de Competitividade 2015, que consiste em identificar os desafios estratégicos que temos do ponto de vista empresarial e que serão transformados em medidas concretas a serem implementadas nos próximos quatro anos.
– Quais são as principais reivindicações que os empresários bascos fazem ao SPRI?
As empresas bascas nos solicitam todo tipo de iniciativas que podemos implementar para melhorar sua competitividade no mundo globalizado em que atuam. Com base nessas demandas e nas diretrizes estratégicas que estabelecemos, apoiamos projetos de investimento desenvolvidos no País Basco. Também promovemos a internacionalização de empresas, tanto as que já operam internacionalmente quanto as que ainda não iniciaram nenhuma atividade internacional. Além disso, trabalhamos para proporcionar ambientes adequados para que as empresas instalem seus projetos de negócios: terrenos industriais, parques tecnológicos, etc. Atendemos também às necessidades e projetos que surgem no setor de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D&I). Outro serviço que oferecemos é a participação ou colaboração em projetos com empresas por meio de nossa empresa de capital de risco.
– Como você definiria o trabalho realizado pelo SPRI na área de internacionalização ao longo de seus 23 anos de história? Quais são suas conquistas?
Essas conquistas certamente beneficiarão as empresas bascas por meio do trabalho realizado por instituições, associações empresariais, organizações patronais e outras entidades. Conseguimos conscientizar as empresas bascas sobre a possibilidade de internacionalizar sua produção, o que resultou no aumento das exportações e em um número crescente de empresas bascas estabelecendo operações no exterior. Um desafio fundamental nos próximos anos é expandir a base exportadora, garantindo que cada vez mais empresas incorporem a internacionalização em suas estratégias de negócios, não como uma medida temporária, mas como um princípio fundamental.

Coexia®

Inteligência artificial no comércio exterior

Olá! Sou Coexia. Como posso te ajudar hoje com sua estratégia de internacionalização?
Coexia IA do comércio exterior